
Nos últimos tempos surgiu uma nova forma de jornalismo: o Jornalismo Cidadão. Esta nova visão do mundo das notícias e da informação apareceu essencialmente na Web e é através dela que se tem expandido. Mas será este o jornalismo do futuro?
Apenas o desenrolar dos acontecimentos o poderá dizer, mas fica aqui uma pequena reflexão sobre o Jornalismo Cidadão.
Jornalismo em Geral
Notícia, o que é a notícia? È a comunicação a um público interessado, de um facto acabado de ser produzido ou de ser divulgado através dos meios de comunicação de massa. As notícias não existem à margem dos meios de comunicação, pois estes decidem sobre que factores são ou não notícia.
Jornalismo é a comunicação periódica a um público massivo ou especializado, através dos meios de comunicação social de um facto que acaba de acontecer, de ser descoberto que vai acontecer brevemente.
O ciberjornalismo é o ramo do jornalismo que usa o ciberespaço para a investigação, elaboração e a difusão de conteúdos jornalísticos. É produzido para publicações na Web por profissionais destacados para trabalhar, em exclusivo, nessas mesmas publicações.
Estes são os 3 elementos-chave essenciais para o jornalismo cidadão, mas por si só não são suficientes para explicar este novo fenómeno que está a surgir no meio jornalístico.
O jornalismo é uma arte antiga, que viveu guerras, originou revoluções, deu novos mundos ao mundo e tornou o nosso pequeno globo em textos impressos em papel. Quando o jornalismo começou a explorar a Web, o início foi complicado, mas era necessário. O mundo estava a evoluir e o jornalismo não podia ficar para trás ou deixaria de publicar a actualidade. O ciberjornalismo surgiu e invadiu a Web, desde os sites das publicações de papel até aos chamados blogues (trata-se de uma página Web onde são publicados textos – actualizados regularmente – dispostos por ordem cronológica. São de fácil acesso, fáceis de editar sem necessitarem de grande conhecimento técnico). Os blogues tornaram-se não só numa fonte de informação importante para os media tradicionais como se tornaram eles próprios em veículos de notícias. Esta aliança entre jornalismo e blogues, segundo Drezner e Farrel, justifica-se com quatro razões:
1. Benefícios materiais: O crescimento dos conteúdos pagos, e consequente perda de leitores, obriga os jornais a manterem alguma oferta gratuita, como forma de manter os leitores e, eventualmente, atraí-los para o pagamento dos conteúdos.
2. Redes pessoais: Há uma estreita relação entre os primeiros bloggers e os jornalistas, sendo que muito dos pioneiros da blogosfera eram jornalistas.
3. Especialização: pela sua própria natureza, os bloggers são um grupo marcado pela grande diversidade cultural, social e geográfica. Esta diversidade permite uma grande especialização em determinados assuntos, justamente o contrário daquilo que acontece nos media tradicionais de referência.
4. Velocidade: A versatilidade e o baixo custo dos blogues são duas vantagens competitivas, pois permitem reacções rápidas.
Os jornalistas introduziram assim o jornalismo na Web, mas já não são só eles que o constroem. Um novo elemento surgiu. O cidadão, o individuo que antes era leitor. A leitura dos jornais todos os dias, a sugestão de pautas ao repórter, telefonemas para a emissora de rádio ou as cartas para o editor não são mais satisfatórias. Este novo cidadão anseia por uma participação maior no mundo jornalístico. È uma cidadão activo, que ultrapassa as fronteiras tradicionais da informação que interfere no processo jornalístico e faz ele próprio as notícias. Com ele surgiu o Jornalismo Cidadão.
Jornalismo Cidadão
O Jornalismo Cidadão é o acto de um cidadão ou grupo de cidadãos desempenhar um papel activo no processo de recolha, análise, produção e distribuição de notícias e informações. O objectivo desta participação é oferecer informação independente, fidedigna, variada, precisa e relevante para o funcionamento da democracia.
Esta nova participação do cidadão no mundo jornalístico transformou o jornalismo numa conversa de um para um, um para muitos e muitos para muitos. O jornalismo cidadão não excluiu a produção dos jornalistas tradicionais, acrescenta apenas a contribuição dos cidadãos jornalistas inexperientes, que são espectadoras de factos importantes, pessoas que estão no local certo à hora certa para cobrir um acontecimento.
O jornalismo do cidadão assume vários nomes que apesar de reportarem para o mesmo elemento, têm pequenas particularidades:
· Jornalismo Participativo: exemplo é as matérias publicadas por meios de comunicação que incluem comentários de leitores. Frequente em blogues.
· Jornalismo Colaborativo: é usado quando mais do que uma pessoa contribuiu para o resultado final.
· Jornalismo Código Aberto: surgiu para definir um estilo de jornalismo feito em sites wiki, que permitem a qualquer internauta alterar o conteúdo de uma página.
· Jornalismo Grassroots: refere-se à participação na produção e publicação de conteúdo na Web das camadas periféricas da população, aquelas que geralmente não participam das decisões da sociedade (quem usa este termo defende a ideia de que o jornalismo cidadão está ligada à inclusão desta camada outsider da população ao universo da Web).
Para ser um cidadão jornalista é preciso estar atento e começar a pensar como um produtor de notícias e não apenas como um leitor de notícias. Um dos seus méritos é trazer variedade ao mundo das notícias, sair do lugar comum e revelar novas visões do que é actualidade. Eles não estão ligados a nenhuma empresa não estando por isso sujeitos a nenhuma politica empresarial; não têm de ganhar um espaço de antena, têm o seu próprio espaço de antena; não têm nenhum deadline, fazem o seu próprio horário em sintonia com a sua escrita e têm a sua consciência como único corrector.
O cidadão jornalista não é todo igual. Ele difere consoante o papel que desempenha na construção da notícia. Existem cinco perfis do cidadão jornalista:
1. Publicador: tem páginas próprias ou produz podcasts com notícias.
2. Observador: possui instrumentos electrónicos e está pronto a registar acontecimentos inesperados.
3. Militante: defende uma causa ou dedica-se a um tema com paixão.
4. Comentarista: manifesta-se nas páginas já existentes da Web.
5. Editor: selecciona notícias e coopera em comunidades ou sites nos quais é possível sugerir links da grande imprensa ou de páginas pessoais.
Os recursos da Web popularizaram o movimento do jornalismo cidadão, mas este não é o único meio em qual ele existe. A Web é apenas um meio de o partilhar. È o meio mais utilizado pelo jornalismo cidadão porque é o meio ideal para o cidadão jornalista. Tem novos espaços para comunicar, permite uma divulgação rápida do conteúdo, é de baixo custo e consegue alcançar todas as pessoas. O principal formato de divulgação do jornalismo cidadão são os blogues, mas existem outros formatos. Os flog ou fotoblog que têm como elemento mãe a fotografia; os vlog ou videoblog que constrói as notícias recorrendo quase exclusivamente ao vídeo; o wiki onde qualquer pessoa pode altera, apagar ou adicionar elementos sem grandes conhecimentos; lista de e-mail (e-mail: endereço electrónico para o qual pode ser enviadas mensagens); fórum (locais na Web onde se discutem vários temas) e comunidades (grupos de pessoas que debatem temas da sociedade, pode ser um tema especifico ou vários).
O Jornalismo cidadão está ligado à noção de comunidade. Esta ligação é na medida em que as pessoas assumem o seu espaço na comunidade ao participarem na produção de notícias e na comunicação. Ligada à noção de comunidade está também a noção de cidadania.
Cidadania é o vínculo jurídico-político, que traduzindo a pertinência de um indivíduo a um estado, o constitui, perante esse estado, num conjunto de direitos e obrigações. (Diciopédia 2006, Porto Editora) A cidadania é constituída pelos direitos que permitem o exercício da liberdade individual. A liberdade de ir e vir, a igualdade perante a lei, a liberdade de pensamento e a liberdade de contratar e possuir propriedades seriam os direitos civis da cidadania. A cidadania política é o direito de participar do poder político, tanto directamente, pelo governo, quanto individualmente, pelo voto. Já a cidadania social implica um conjunto de direitos e obrigações que possibilita a participação igualitária de todos os membros de uma comunidade nos seus padrões básicos de vida (Bryan Roberts, 1997).
O jornalismo tem uma relação intrínseca com a sociedade, mas o jornalismo cidadão leva mais longe ainda a questão da cidadania. Os cidadãos não só têm esses direitos como os exercem. O direito de liberdade de expressão existe e eles expressam a sua. Não se limitam a receber as notícias, vão à procura delas, constroem-na e divulgam-na. È uma forma de o cidadão comum ser activo na sociedade. Uma forma de exercer a cidadania.
“O jornalismo cidadão deve ser entendido como um dos meios de o jornalista, na actualidade, preencher um papel de activista político caracterizado pela defesa de valores como a rejeição à corrupção, defesa dos direitos dos cidadãos, igualdade no tratamento e na aplicação das leis, etc.” Palavras de Alzira Alves de Abreu, doutora em sociologia pela Universidade Paris V-Sobornne, uma entre as várias pessoas que entendem o jornalismo cidadão como um acto de cidadania.
Mas se o jornalismo cidadão é um acto de cidadania, o que diferencia os jornalistas cidadãos, em termos de cidadania, dos outros jornalistas? Cidadania é um conceito ligado a território ou a unidade politica. Como o principal meio de acção do jornalismo cidadão é a Internet, espaço onde fronteiras e estados têm significados diferentes, de onde é cidadão o jornalista cidadão? Será então correcto considerar o jornalismo cidadão como cidadania? Ou este é apenas um acto de alguém que quer ser ouvido a todo o custo? Perguntas que só o desenrolar dos acontecimentos trará as respostas.
Mas estas não são as únicas questões que o jornalismo cidadão levanta. Como qualquer novidade, o jornalismo cidadão sugere mais perguntas que respostas. Várias outras questões podem ser mencionadas:
Que ética apresenta este jornalismo sem regras nem técnicas jornalísticas?
Quem garante a veracidade da notícia?
Que cuidados toma o autor em relação ao que produz?
Quais são os limites de privacidade, num mundo em que todas as pessoas podem ser cidadãs jornalistas?
Mais uma vez só o tempo trará a resposta a tantas interrogações.
“All of this (citizen journalism) is going to happen regardless of whether anyone around this table thinks it is good idea or not. All of those photos will go on to weblog or flickr. This is happening; there is no resistance to it. If we try to block it or resist it or say it is not right, it will feel like we are operating on the hard shoulder of the motorway.” (Simon Waldman no decorrer do debate alargado promovido pelo “Guardian" sobre o jornalismo cidadão).
Opinião de Especialistas
O jornalismo do cidadão tem sido alvo de vários debates um pouco por todo o mundo. As opiniões têm sido as mais variadas. Uns mostram-se favoráveis a esta nova forma de jornalismo (na sua maioria foram eles que começaram este movimento jornalístico), outros não aceitam este novo formato como jornalismo e há ainda aqueles que não o condenam, mas também não o adoram.
Dan Gillmor é um famoso jornalista americano que lançou recentemente o livro “Nós os Media”. O livro foi sendo escrito aos poucos e cada capitulo era colocado no seu blog para que os leitores pudessem dar opiniões sobre o que ali estava escrito. O livro fala sobre o jornalismo cidadão do qual Dan Gillmor é fervoroso adepto (a autoria de um blog onde publica os seus textos comprava-o). Na sua obra Gillmor afirma que é a primeira vez na história moderna, que o utilizador está no papel de consumidor e no papel de produtor. Segundo o autor o jornalismo cidadão em ascensão segue o princípio fundamental de que os leitores sabem mais do que os jornalistas e intervêm de imediato quando se apercebem de alguma coisa errada. Isto não deve ser encarado como uma ameaça, mas como uma oportunidade para os jornalistas. Oportunidade de pedir aos leitores comentários, histórias, material para as notícias, afinal de contas o público irá publicá-lo de qualquer maneira.
“O que interessa é o facto de as pessoas terem oportunidade de falar. È um dos mais saudáveis melhoramentos nos media desde há muito tempo. Estamos a ouvir novas vozes não necessariamente de indivíduos que desejam ganhar a vida a falar em público, mas de pessoas que pretendem dizer o que pensam e o que ouviram, mesmo que só possam falar para uns poucos.”
Dan Gillmor afirma ainda que o jornalismo profissional continuara a existir e a fazer todo o sentido neste novo mundo do jornalismo cívico. A sua capacidade de dar forma a grandes debates, e de os analisar, será tão importante como a capacidade para recolher a matéria-prima e relatá-la. A diferença é que os leitores têm muito a contribuir e agora têm como fazê-lo.
Jay Rosen professor de jornalismo na Universidade de Nova Iorque é favorável ao jornalismo cidadão. No seu blog Rosen afirmou que estava farto de passar as suas ideias por editores que o forçavam a assistir aos silêncios que eles mantinham como jornalistas profissionais. Segundo Rosen pelo menos algumas instituições jornalísticas deviam afirmar-se como opositoras da Casa Branca (isto a propósito da reeleição do Bush para a presidência dos EUA). Só sendo da oposição é que a imprensa poderia contar a verdadeira historia por detrás da administração Bush. Esta ideia era pura e simplesmente posta de parte pelas direcções dos jornais demasiadas controladas pela Casa Branca, que sempre poderá delinear o que se discute ou não no jornalismo. Segundo Jay Rosen os blogs e o jornalismo do cidadão são a única forma de fazer esta oposição, pois não são controlados pela Casa Branca. A Web ainda é um meio livre de pressões políticas.
Manuel Pinto, professor na Universidade do Minho afirma que “os weblogs não são jornalismo, mas há uma fatia que dialoga com o campo jornalístico”. “O jornalismo dos cidadãos ainda é um boletim de paróquia, com conteúdo dependente dos media que criticam.” O jornalista aponta várias motivações para a existência do jornalismo do cidadão:
Motivações cívico-políticas;
Motivações tecnológicas;
Motivações de natureza mediática.
“Antigamente, o jornalismo fazia o programa, definia o método e explicava a matéria. Os cidadãos recebiam, a sua margem de manobra era a posteriori. O provedor era um dos meios do cidadão actuar. Actualmente, cada um tem um jornal em casa. Foram os blogs que permitiram que cada um tenha voz, mas os blogs tornam estas pessoas jornalistas?” Para Manuel Pinto a participação dos cidadãos é necessária para a construção da notícia, sendo que eles não devem ser os que nada sabem. O jornalista, para fazer um melhor trabalho, deve escutar o cidadão, avaliar o seu trabalho e leva-lo em consideração. Mas tal acto não significa que o jornalismo cidadão seja jornalismo.
Nicholas Lemann, jornalista do “The New Yorker” considera os cidadãos jornalistas como amadores inspirados que trazem a sua visão rica e colorida do mundo em que vivem. O melhor jornalismo cidadão é aquele que acontece por acaso, quando pessoas inteligentes com acesso a meios de comunicação estão no local do acontecimento. Lemann vê o jornalismo cidadão de um a forma especial visto que já lhe valeu de muito em momentos mais delicados, mas afirma que o melhor meio de informação a longo prazo é o jornalismo tradicional.
“I am in a especially good position to appreciate the benefits of citizen journalism at such moments, because it helped save my father and stepmother’s lives when they were stranded in New Orleans after the Hurricane Katrina: the citizen portions of the Web sites local news organizations were, for a crucial day or two, one of the best places to get information about how to drive out of the city. But over the time, the best information about why the hurricane destroyed so much of the city came from reporters, not citizens.”
John Markoff, repórter do “The New York Times” apresenta uma opinião contrária a todas as anteriores é totalmente contra o jornalismo cidadão. Numa entrevista Markoff foi responsável por afirmações que indignaram muitos adeptos do jornalismo cidadão.
“I certainly can see that scenario, where all these new Technologies may only be good enough to destroy all the old standards but not create something better to replace them with I think that’s certainly a scenario.”
“The other possibility right now – it sometimes seems we have a world full of bloggers and that blogging is the future of journalism, or at least that’s what the bloggers argue, and to my mind, it’s not clear yet whether blogging is anything more than CBradio”.
As suas declarações causaram alguma indignação e obtiveram resposta. Reposta por parte do professor da Universidade de Nova Iorque, Jeff Jarvis.
“The reference is old-forty and out-of-date as the sentiment. It’s clear that Markoff isn’t reading weblogs and doesn’t know what’s there. Hey, fool, that’s your audience talking there. You should want to listen to what they have to say. You are after all, spending your living writing for them. If you were a reporter worth a damn, you’d care to know what the marketplace cares about. But, no, you’re the mighty NYT guy. You don’t need no stinking audience. You don’t need ears. You only need mouth.”
Conclusão
Mas será ou não o jornalismo cidadão o futuro do jornalismo? Neste novo mundo onde qualquer pessoa pode ser jornalista, qual é o papel do jornalista?
Participar no mundo da Web é hoje em dia uma necessidade e um elemento de integração. È cool navegar na net e quem não o faz é posto de lado, por parte de uma sociedade que se tornou demasiado materialista, apegada aos bens materiais e à importância da aparência. Muitos são os blogues que existem no ciberespaço e todos eles trazem novidades e informação extra a quem os lê. Mas isso não quer dizer que seja jornalismo o que lá está escrito e que quem escreve seja jornalista.
Doc Searls afirma que um bloguer é um jornalista porque ele selecciona, organiza e transmite informação tal como os jornalistas. Mas será que é mesmo assim ou isto é apenas uma forma de dar um outro nome aos bloguers, um nome mais pomposo? Não é por se escrever bem e gostar de manter os amigos e cibernautas bem informados sobre o que lhe preocupa, que o bloguer é um jornalista. Ele é apenas alguém que gosta de expressar a sua opinião e tem todo o direito de o fazer. Aliás diria mesmo obrigação, porque se a liberdade de expressão existe é para alguma coisa e deve ser usada. E tal opinião deve ser tida em conta pelos jornalistas que ao fazerem-no estão a enriquecer o seu trabalho. Mas tal não significa que os seus textos sejam trabalhos jornalísticos.
O jornalismo é muito mais que escrever textos. O jornalismo cidadão até tem boas qualidades como recém-chegado: é novo, fresco, inocente, independente, com imensas ideias no jornalismo e na democracia e acima de tudo com um amor pela verdade. O problema é que isto não se aplica a toda a gente. Nem todos estão preparados para um jornalismo livre e nem todos têm boa fé para saber o que podem ou não revelar. Porque se o jornalismo cidadão fosse mesmo jornalismo, os cursos de comunicação social não estavam a fazer nada nas universidades.
Bibliografia:
- Diciopédia 2006, Porto Editora
- Colecção Conquiste a Rede: “Jornalismo Cidadão, Você faz a Notícia”, Ana Carmen Foschini e Roberto Romano Taddei.
- http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/339.pdf
- http://atrium.weblog.com.pt/arquivo/222633.html
- "Cultura Política no Brasil do final do século: a Mídia", linha de pesquisa que integra o projeto "Brasil em Transição: um balanço do final do século XX" – PRONEX, Alzira Alves Abreu
- http://www.webjornal.blogspot.com/
- “Nós os Media”, Dan Gillmor, Editorial Presença, 2005
- “ A dimensão social da cidadania”, Bryan Roberts, Revista Brasileira de Ciências Sociais, n.33 Fevereiro, 1997
- http://www.newyorker.com/fact/content/articles/060807fa_fact1
